Sem receber salário, professores entram em greve
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de agosto de 2002
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba Cerca de 150 professores das Faculdades Integradas Espírita estão em greve desde o último dia 10 de agosto por causa do atraso no pagamento dos salários. O pagamento de junho foi depositado em cheque nesta semana, mas os valores ainda não estão disponíveis nas contas dos professores. O mês de julho não foi pago até agora. O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) está atrasado desde setembro do ano passado.
Anteontem, os diretores da faculdade tentaram negociar e fizeram a proposta de pagar em até 20 dias os salários dos educadores. Mas a proposta foi rejeitada. ''A situação é insustentável. Não dá para continuar com as contas atrasadas e pagar com os salários somente os juros devidos'', disse o vice-presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Superior em Curitiba e Região Metropolitana (Sinpes), Valdyr Perrini.
A direção das Faculdades Espírita esteve em reunião ontem e não retornou as ligações da Folha. Uma atendente informou que os salários estavam atrasados por causa da alta taxa de inadimplência da instituição.


