Sem receber, hospitais de Umuarama param de internar
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terça-feira, 23 de outubro de 2001
Vânia Moreira <br> De Umuarama 
Os quatro hospitais de Umuarama conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) suspenderam as internações eletivas por causa do atraso no pagamento das Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs). Com quase duas mil internações para receber da Secretaria Municipal de Saúde, os hospitais só atendem casos de urgência e emergência. Cirurgias ou outros procedimentos que não sejam urgentes não estão mais sendo agendados. Segundo os hospitais, a própria secretaria teria solicitado a redução no atendimento por não ter verbas para pagar as AIHs atrasadas.
A maior dívida é com o Hospital São Paulo. São 830 AIHs que somam cerca de R$ 450 mil. O administrador Júlio de Paula Gonçalves informa que o hospital tem uma cota de 250 internações mensais, mas acaba internando até 400 pacientes por mês. De acordo com Gonçalves, Umuarama recebe pacientes de 10 hospitais menores da região. Além de a secretaria não estar pagando as AIHs, o Governo do Estado deixou de repassar o equivalente a 12% dos custos.
O secretário municipal de Saúde, Luiz Renato Azevedo, diz que não houve redução de internações e sim uma adequação ao número de cotas mensais de cada hospital, definido com base no número de habitantes. ''Os hospitais extrapolaram as cotas em julho, agosto e setembro e agora terão de se manter no limite'', argumenta. O secretário viajou ontem para Brasília, onde vai pedir uma complementação de verbas para pagar as AIHs acumuladas.


