Secretaria irá licitar o serviço: reforma demanda equipamentos pesados e mão de obra específica
Secretaria irá licitar o serviço: reforma demanda equipamentos pesados e mão de obra específica | Foto: Fotos: Saulo Ohara



Fortes chuvas causaram transtorno em toda cidade em dezembro de 2016, mas os moradores do jardim Olímpico (zona oeste) continuam até hoje com os prejuízos. A ponte localizada na avenida Soiti Taruma segue parcialmente interditada por conta de uma erosão que se formou na pista. O estrago no sentido bairro-centro aconteceu porque o ribeirão Cafezal não suportou o volume de água e inundou o trecho. Na época, o trânsito teve que ser desviado para uma única pista, como uma medida emergencial, no entanto, os danos e o bloqueio parcial seguem do mesmo jeito até hoje, ou seja, mais de um ano depois.

Agostinho Cardoso, morador da região, passa todos os dias pela ponte e lamenta. "Faz um tempão que estamos com esse problema e não vejo nada sendo feito. Estamos convivendo com o perigo, fora o transtorno, pois quando chove temos que dar a volta pelo Parque Universitário porque aqui é impossível. Fica tudo alagado", desabafa.

Henrique Alves da Silva: veículos fazem conversão proibida
Henrique Alves da Silva: veículos fazem conversão proibida



O borracheiro Henrique Alves da Silva trabalha em frente à avenida e diz ter presenciado alguns acidentes. "Ficou muito perigoso, pois uma única pista se tornou mão dupla. Toda hora tem carros passando em alta velocidade ou fazendo conversão proibida. Isso aqui está abandonado", aponta.

Após o incidente, a pista ficou totalmente interditada pelo risco de desabamento. Uma semana depois, em janeiro de 2017, a prefeitura liberou uma das vias, já que se trata de uma importante ligação entre os jardins Olímpico e Columbia.

O secretário municipal de Obras e Pavimentação, João Verçosa, esteve no local na manhã desta segunda (15) e constatou que todas as ações feitas foram de caráter emergencial. "Como está demorando muito para executar o serviço, o problema está se agravando. Todo o trabalho estava sendo feito por equipes da prefeitura, mas não temos condições de executar com rapidez", comenta.

Ele diz que a obra demanda equipamentos pesados e mão de obra específica. "Vamos licitar o serviço, pois em quatro anos não dá para fazer toda a obra com a equipe que é a mesma que atende as demandas de toda a cidade. A mão de obra é escassa", salienta Verçosa.

Um projeto deve ser elaborado pela secretaria e por isso não há uma estimativa do valor da obra. "Em um ano foi executado apenas 30% do necessário", comenta. Com a chuva, o muro de contenção desabou e a capacidade de vazão da tubulação ficou comprometida.

Agostinho Cardoso: "Estamos convivendo com o perigo"
Agostinho Cardoso: "Estamos convivendo com o perigo"



Outro complicador tem sido o lixo que está obstruindo a passagem da água pelos tubos. "Quando chove, a água que desce pela rua canaliza na pista e causa o alagamento. "Essa semana vamos retirar o lixo. Há muitos galhos e troncos de árvore", afirma o secretário.

A secretaria ainda estuda a possibilidade de firmar uma parceria com a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná), em um projeto de remanejamento da adutora que passa por cima da tubulação. A assessoria de comunicação da Sanepar informou que o projeto está em fase de elaboração e que analisará a proposta da prefeitura, quando esta for apresentada. A companhia alega que fiscais têm realizado vistorias periódicas no local para verificar as condições da adutora.

Apenas três dias de estiagem em janeiro

Até sexta-feira o tempo segue parcialmente nublado, com o sol intercalando com pancadas de chuva
Até sexta-feira o tempo segue parcialmente nublado, com o sol intercalando com pancadas de chuva | Foto: Gustavo Carneiro



Historicamente, o verão paranaense é uma estação chuvosa. E este começo do ano não foi diferente. Para se ter uma ideia, do início de janeiro até agora, os londrinenses tiveram apenas três dias de estiagem. O volume de água foi tanto que a FOLHA noticiou os prejuízos que muitas famílias enfrentaram nas últimas semanas. Dados do Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná) mostram que até o domingo (14) choveu 277 milímetros em Londrina, ultrapassando a média para o mês (230 mm) e os registros do mesmo período em 2017 (221 mm).

E se depender da previsão do Simepar para os próximos dias, é melhor se preparar para mais chuva e fortes rajadas de vento. Até sexta-feira (19) o tempo segue parcialmente nublado, com o sol intercalando com pancadas de chuva.

A partir de quarta-feira (17) poderá ventar forte, chegando a 50 quilômetros por hora. Já em relação às temperaturas, não há previsão de mudanças abruptas. A mínima deve se manter em 20 graus Celsius e a máxima devem atingir 30 graus Celsius.

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