Sem previsão de reabrir
Menina dos olhos das senhoras da Associação de Voluntários do Hospital Universitário de Londrina, a casa de apoio coordenada pelo setor de serviço social do HU está fechada desde 2005 por falta de verbas para custear as duas únicas funcionárias que trabalham no local em esquema de plantão.
Segundo a assistente social Renicler de Assis, são necessários R$ 2 mil mensais, destinados ao salário das atendentes, para reabrir a casa. ''Mas como não temos como garantir esta quantia todo mês temos que permanecer fechados.''
A casa de três quartos, com capacidade para 12 pessoas, foi construída no início da década de 1980 para abrigar pacientes renais crônicos. ''Alguns doentes deixaram suas casas e passaram a viver nesta casa porque por muito tempo o HU era o único hospital com aparelho de hemodiálise na região'', rememora a presidente da Associação de Voluntários, Hezir Thomaz da Cruz.
Hoje, toda a estrutura, que também conta com sala, cozinha, dois banheiros e lavanderia, está parada, enquanto dezenas de familiares de pacientes internados dormem em poltronas, tomam banhos improvisados nos banheiros do hospital e perambulam pelo saguão do HU esperando o doente ser liberado.
Para Renicler, a casa também é fundamental na recuperação de bebês prematuros. ''Tem mãe que só consegue amamentar o nenê uma vez por semana, por falta de recursos para vir para Londrina todos os dias. Com a casa, ela poderia dormir na cidade e visitar o filho diariamente, acelerando a saída da criança do hospital.''
''Relançamos a campanha de doações em parceria com a Sercomtel e realizamos promoções diversas ao longo do ano para levantar fundos para compra de remédios, leite e aparelhos que o serviço social nos pede'', confessa Hezir.
Segundo ela, uma parceria com as lojas maçonicas poderá ser a saída para a reabertura da casa, que conta com recursos do HU para a compra de alimentos e materiais de limpeza. (M.G.)





