Sem prazo para retomar construção do Teatro Municipal
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terça-feira, 04 de dezembro de 2018
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 

Enquanto outros espaços públicos da cultura londrinense voltarão a receber melhorias em 2019, a obra do Teatro Municipal, na zona leste, segue sem prazo para ser retomada. Os serviços da primeira fase do prédio foram concluídos em dezembro de 2014. Desde então, nada mais foi feito por falta de verba e de pagamento da empresa responsável por uma das etapas do serviço. Ela chegou a entrar na Justiça contra o município.
Em dezembro de 2017 o Ministério da Cultura liberou R$ 2,7 milhões para a prefeitura quitar a segunda parcela da primeira parte da construção. O dinheiro não havia sido liberado até então pois existia uma diferença entre o que foi realizado pela empresa que venceu a licitação e o projeto inscrito no convênio. Agora falta o repasse por parte do governo federal de R$ 380 mil. Este correspondente à terceira e última parcela do convênio com a construtora. Enquanto isso, a estrutura abandonada serve como moradia para pessoas em situação de rua.
De acordo com o secretário de Cultura, Caio Cesaro, o município está trabalhando na prestação de contas para apresentar ao ministério. "Precisamos fazer isso para poder receber este valor restante. A partir daí entramos em uma nova fase, que é olhar para essa obra e ver a possibilidade de buscar um parceiro, pois ao contrário não conseguimos investimento com ninguém", justificou.
Sem estipular prazo para que isso seja resolvido, Cesaro negou que exista demora por parte da secretaria para que seja finalizada esta prestação de contas. "A ideia é sempre trabalhar no menor tempo possível. Em todo este período o assunto não ficou parado, pelo contrário. É algo que está levando mais tempo do que inicialmente pensávamos. No ano passado, por exemplo, para receber em dezembro foi um empenho que iniciou em janeiro."
O projeto de construção do teatro foi escolhido em 2007 em um concurso nacional. A obra teria 22 mil metros quadrados, cerca de 2.400 lugares e o custo total estimado era de R$ 80 milhões.


