A dona-de-casa Maria Suely Costa Moura, 38 anos, continua presa em uma sala do 2º Distrito Policial, apesar de ontem ter vencido o prazo para que ela fosse transferida para uma cela especial no quartel do Corpo de Bombeiros, conforme determinou o juiz da 1ª Vara Criminal, Jurandir Reis Junior.
O principal entrave para a transferência é a falta de policiais femininas no 5º Batalhão da Policia Militar. Conforme a ordem do juiz, elas deverão fazer a vigilância de Maria Suely durante 24 horas. A ré foi autuada em flagrante após matar a estudante e secretária Jacqueline Carneiro Lobo, 21 anos. O crime teria sido cometido por ciúmes de seu ex-marido, o médico e professor de cursinho, João Bento Moura, que namorava a vítima.
Por ter curso superior (enfermagem), Maria Suely tem direito a cela especial, onde deverá esperar julgamento. Em Londrina não existe local com cela especial e, no 2º DP, uma sala foi, precariamente, adaptada.
Segundo o capitão Edwaldo Machado, do setor de Comunicação do 5º BPM, o comando do batalhão está estudando uma solução para o problema. ‘‘Estamos com um efetivo pequeno de policiais femininas. Vamos buscar uma forma para que o policiamento de rua não seja prejudicado com a falta dessas policiais, principalmente nesta época do ano em que aumenta o movimento de pessoas na rua.’’
O 5º BPM conta com 23 mulheres. Desse efetivo, no mínimo oito policiais seriam necessárias para ficar na escolta da ré. As policiais se revezariam durante a semana em turnos de 12 horas, com direito a descansos de 24 horas. Machado disse ainda não saber quando poderá fazer a transferência de Maria Suely.
No início da semana, os advogados da ré, Antônio Carlos Vianna e Antônio Amaral, haviam pedido na Justiça que ela fosse beneficiada com a prisão domiciliar ou a liberdade provisória. Os pedidos foram negados pelo promotor Janderson Camões de Carvalho Iassaka e pelo juiz Reis Junior. Maria Suely está denunciada por homicídio qualificado como hediondo, praticado com premeditação.

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