Sem passarela, pedestres se arriscam na 445
Danificada durante um acidente ocorrido em 2018, passarela na zona sul de Londrina ainda está em obras
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de abril de 2019
Danificada durante um acidente ocorrido em 2018, passarela na zona sul de Londrina ainda está em obras
Vitor Ogawa - Grupo Folha 

Sete meses depois do acidente que danificou a passarela da PR-445 (rodovia Celso Garcia Cid), em frente ao Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), na zona sul de Londrina, o local está em obras e pedestres continuam correndo risco ao atravessar a via. A benfeitoria nem tinha sido inaugurada quando, em 7 de setembro de 2018, um motorista colidiu em alta velocidade, derrubando dois pilares que sustentavam a passarela e danificando um terceiro. O motorista do carro morreu na hora. A expectativa do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) é que a passarela seja entregue em junho.
O mestrando do Iapar, Natan Felipe da Silva Caldana, conta que constantemente as pessoas atravessam a rodovia. "Nem sempre dá tempo de pegar o ônibus desse lado, então é preciso atravessar a rodovia. Eu já tive de pular a mureta algumas vezes para pegar o ônibus", declara. "Já era para ter reconstruído essa passarela. Essa reforma está demorando. É muito perigoso atravessar a pista”, reclama Soriane da Silva, 24, estagiária do Iapar.
O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) justifica a demora para que a obra seja executada em função do tempo necessário para a elaboração de um laudo pericial que indicasse a necessidade de reconstrução dos pilares avariados.
De acordo com o engenheiro Sérgio Selvatici, responsável pela Superintendência Regional Norte do DER, os funcionários fizeram as formas para a concretagem e só estão aguardando o concreto para poder aplicar no local. “Enquanto isso eles estão no canteiro de obras mexendo com as ferragens”, destaca.
Após isso a obra entra na fase de cura do concreto, que é o período de espera depois da concretagem até que ele atinja a resistência desejada e não sofra retração, que pode gerar fissuras. Normalmente esse período é de 28 dias. “As obras tiveram início no dia 6 de março e a empresa terá 90 dias para entregar a obra”, aponta.
Segundo o superintendente, as lajes que foram danificadas serão substituídas por outras peças pré-moldadas que estão sendo produzidas em Mandaguari (Noroeste). “Quando essas lajes precisarem ser colocadas, haverá uma interdição na via para a colocação nas rampas”, afirma. Ele ressaltou que a data de interdição da rodovia para a operação do caminhão guincho que realizará o serviço ainda não está definida.


