Funcionários da Escola Oficina de Londrina podem paralisar suas atividades por falta de pagamento. Eles e outros que trabalham nas duas casas-abrigo e no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) não receberam o salário de novembro, que deveria ter sido repassado até ontem pelo governo do Estado à Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon). Segundo a presidente da entidade, Leozita Baggio Vieira, eles temem não receber também o pagamento de dezembro e o 13º salário.
A Acalon é a entidade mantenedora da Escola Oficina e responsável pela contratação e pagamento dos 54 funcionários da escola, das casas-abrigo e do Ciaadi. Leozita informa que o repasse mensal é de aproximadamente R$ 28 mil.
A presidente da entidade informa que o convênio com o Governo do Estado (através da Secretaria da Criança e da Família e do Instituto de Ação Social do Paraná) é de 1996 e é renovado anualmente. Neste ano, segundo ela, há uma indefinição sobre a renovação por causa dos cortes promovidos pelo Governo. Leozita Baggio adianta que existe a possibilidade dos funcionários da Escola Oficina entrarem em greve. ‘‘Eles não têm nem dinheiro para pegar ônibus.’’ No final da tarde de ontem, Leozita, representantes dos funcionários e da escola estiveram reunidos com a promotora da Vara da Infância e Juventude, Edina Maria da Silva de Paula, pedindo a sua intervenção. Segundo a coordenadora-geral da Escola Oficina, Maria das Mercês Peixoto, a promotoria entrou em contato com a Procuradoria Geral do Estado para obter mais informações. Maria das Mercês informa que a Escola Oficina atende atualmente 120 crianças. Outros 30 adolescentes estão nas casas-abrigo e 24 no Ciaadi.Arquivo FolhaRiscoNa Escola Oficina são atendidas, atualmente, 120 crianças que podem ficar sem assistênciaLucilia Okamura

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