Sem opções, famílias procuram ajuda em abrigos
Quem abandona o imóvel por causa das ameaças recebidas praticamente não tem outra alternativa senão procurar outro local para morar. A afirmação é de Luciano Severo, vice-presidente de uma entidade que recebe mulheres e até famílias inteiras vítimas da violência imposta pelos marginais, principalmente quando as ameaças partem de traficantes. De acordo com ele, ''em praticamente 99% desses casos, as vítimas optam por ir para outros locais''.
Quando o imóvel não é negociado, quem ameaça acaba furtando os pertences deixados para trás, passa a usar o espaço como ''mocó'' ou o ''empresta'' para abrigar ''amigos''. ''A Polícia, com toda a falta de estrutura, até consegue fazer seu trabalho. O problema é o sistema, que não oferece segurança nem garantias (às vítimas de ameaças)'', lamentou Severo. Por isso, aponta, a maioria das pessoas que são expulsas de suas casas não denuncia a agressão e prefere abandonar tudo para tentar reconstruir a vida em outra cidade.
A entidade, além de dar apoio à mulheres vítimas de violência doméstica, também atende mulheres dependentes de drogas, que sofrem ameaça direta de traficantes.





