Em diversas profissões, conviver com o barulho é inevitável. Prevenir a perda auditiva e outros problemas de saúde, porém, é possível com o uso do protetor de ouvido que, em muitos casos, acaba sendo um acessório inseparável. O funcionário da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) Walter Custódio Bueno usa o protetor durante 20% da sua jornada diária.
Ele trabalha como apoio operacional no Aeroporto de Londrina e coloca o acessório toda vez que adentra o pátio, fazendo vistorias e acompanhando pouso e decolagem.á ''Já fui fiscal de pátio por três anos e aí usava o protetor direto'', conta. Além de ser obrigatório por lei, o uso do acessório é um alívio para os ouvidos, já que o barulho de uma turbina de avião atinge em média 118 decibéis. ''Sem o protetor não dá para suportar'', diz Bueno. Como controle, os funcionários da Infraero fazem exames auditivos periódicos.
Convivendo com a música há dez anos, o percussionista Duda de Souza reconhece a importância do protetor de ouvido, mas assume que nem sempre usa o acessório. Ele calcula que passa em média quatro horas diárias em contato com o som de instrumentos, incluindo aulas, gravações em estúdio, ensaios e shows.
O músico afirma que só usa o protetor, porém, quando estuda bateria e quando toca com o bloco de percussão ''Bafo Quente'', do qual é o fundador. ''Aí não dá para deixar de lado a proteção, seja nos ensaios ou nos shows. O som é muito forte. São 17 instrumentos tocando juntos. Se você esquece já sente aquele zumbido na hora'', conta. (G.M.)

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