Sem negociação, Unioeste e UEM decidem manter greve
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de dezembro de 2001
Gilmar Agassi<br>De Cascavel 
Professores e funcionários das universidades estaduais do Oeste do Paraná (Unioeste) e de Maringá (UEM) decidiram ontem manter a greve. Em Cascavel eles aprovaram ainda alguns pontos referentes à negociação com o governo do Estado. A sétima assembléia geral unificada realizada no campus de Cascavel reuniu cerca de 200 pessoas de todos os campi da instituição.
Durante a assembléia, através de votação, ficou decidido que o comando de greve aceita um índice de correção diferenciado para professores e técnico-administrativos, sendo que esta diferença seja da ordem de 30% em favor dos funcionários. Entretanto, continua mantido o reajuste linear no interior das categorias.
A professora Maria Lúcia Rizzotto explica que para custear os reajustes e correções, o comando estadual vai exigir do governo um acréscimo de R$ 90 milhões no orçamento da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para 2002, que equivalem a um reposição de cerca 30% na folha de pagamento.
Na assembléia, os participantes decidiram também não aceitar o calendário prolongado do governo, que é de mandar em fevereiro uma proposta de reajuste à Assembléia Legislativa com implantação em abril. O posicionamento é de que o prazo seja antecipado para o dia 20 deste mês, com implementação a partir de janeiro de 2002. ''A partir de hoje estaremos em assembléia permanente para acompanhar o desenrolar das negociações'', disse Maria Lúcia.
Em Maringá os servidores mantêm a greve até que o secretário de Ensino Superior e Tecnologia, Ramiro Wahrhaftig, apresente uma proposta concreta de reajuste salarial. O comando abriu mão dos 50,3%, mas diz que só volta às atividades se o governo do Estado discutir um número real de reajuste. ''Não aceitamos discutir nada que não seja uma coisa concreta'', disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Ana Estela Codato.
Segundo ela, o índice de reajuste a ser negociado não precisa ser necessariamente os 50,3%. Os servidores da UEM criticaram Wahrhaftig pela forma como vem conduzindo a negociação com o comando de greve. Ângelo Priori, da Associação dos Docentes da UEM, disse que o governo não tem um número oficial de reajuste e fica criando índices para confundir a sociedade. (Colaborou Lucinéia Parra, de Maringá)


