Sem muita perspectiva
Jataizinho - A cada dez anos, os rios Tibagi e Jataizinho costumam registrar uma cheia histórica, mas os impactos para a população são anuais, pois alagamentos ocorrem mesmo quando o nível da água não está tão elevado. Apesar dessa realidade, não há projetos efetivos para o município neste ano.
"O que a gente pode fazer é montar uma estrutura para disposição da população, como botes para remoção de pessoal, maquinário para liberação de vias, além de oferecer abrigo no ginásio e donativos de urgência", revela o prefeito Élio Batista da Silva.
A área de maior preocupação, segundo ele, é a Vila Frederico, constituída de 150 residências, sendo quase metade em situação de risco iminente por estarem à margem do Rio Jataizinho. "A prefeitura não tem condições de retirar essas famílias de lá e instalá-las em outro local. A maioria construiu a própria residência há anos", diz.
A melhor solução apontada pelo prefeito, então, é buscar recursos estaduais para realizar a drenagem do Jataizinho, estimada em no mínimo R$ 2 milhões. "Também temos uma proposta de alargar a ponte para cinco metros de comprimento para evasão da água, pois a estrutura atual é muito estreita e acaba cercando a água. Se não recebermos apoio financeiro para a obra da ponte, vou procurar fazer com recursos próprios", salienta.
Jataizinho, que teve origem em 1872 e já foi um importante cenário para a região Norte, enfrentou nos anos de 1997 e 1998 as maiores enchentes até hoje. O coordenador de Defesa Civil do município, Reinaldo Cicero Martins, lembra que nesta época a água quase ultrapassou a ponte de acesso à cidade.
"Ela foi interditada porque corria o risco de desabar. Como não havia ginásio de esportes, a população foi abrigada em escolas. Hoje, felizmente, já temos as equipes da assistência social e também porque depois de tanta tragédia a população começou a se unir mais", conta.
Adriane Costa Pires de Azevedo, diretora do departamento municipal de Ação Social, cita que desde o começo do ano as equipes estão buscando parcerias. Segundo ela, cidades vizinhas, inclusive Londrina, têm ajudado muito com doações de materiais e alimentos, assim como o Provopar Estadual.
"Conseguimos fazer um estoque, de cestas básicas e colchões. Para uma emergência, temos como ajudar as famílias, mas é preciso continuar arrecadando, pois todo ano se chover demais, vai ter cheia."(M.O)
SERVIÇO
A Defesa Civil atende pelo fone (43) 3259-1250 e a Assistência Social pelo fone (43) 3259-2207





