Sem médicos, pronto-socorro é fechado
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sábado, 05 de janeiro de 2002
Erika Pelegrino 
Sem uma quantidade de médicos suficiente para atender a demanda o Hospital da Zona Norte, em Londrina, vem sendo obrigado a fechar as portas do pronto-socorro, eventualmente. A crise persiste há meses, foi acentuada em dezembro último e agravada ainda mais neste mês, em função da quantidade de médicos em férias.
Ontem de manhã o HZN contava apenas com o diretor-clínico, Antônio Carlos Petrus, para atender os pacientes internados e aqueles que chegavam ao pronto-socorro. Sem condições de atender a todos, o diretor-clínico fechou o PS durante toda a manhã, até as 13 horas. Neste período foram atendidos apenas os 22 internados e 20 casos de emergência e urgência que deram entrada nos hospital.
Pacientes que não estavam em estado grave foram encaminhados ao posto de saúde do conjunto Maria Cecília, onde a situação também se complicou. Foram 604 atendimentos até as 16 horas. Quinhentos só no período da manhã, o que corresponde a 50% do movimento em um dia normal, segundo a enfermeira coordenadora da unidade, Fernanda Valéria Naldi.
No HZN, Petrus explicou que a quantidade de atendimentos continua a mesma, uma média de 200 a 220. O problema não é superlotação, mas falta de médicos para atender, disse. Hoje, dez médicos contratados e 13 sem vínculo-empregatício compõem o quadro de profissionais do hospital.
Para solucionar o problema em dias normais, de acordo com o diretor-clínico, é preciso que pelo menos seis médicos sejam contratados. Segundo ele, o regime de horas emprestadas (13 médicos do quadro do hospital) não resolve a situação.
Estes profissionais não têm vínculo empregatício e trabalham as horas que podem dentro da programação deles. Não temos como exigir que cumpram uma escala, explicou. Petrus afirmou que o hospital tem autorização da Secretaria Municipal de Saúde para colocar três médicos à tarde e três à noite, dentro do regime de horas emprestadas. Mas não conseguimos colegas (médicos) para trabalharem, afirmou. Hoje o hospital está atendendo com apenas um médico por período.
O secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes afirmou que a contratação de médicos temporários autorizada pela Secretaria Municipal de Saúde é uma colaboração do município, que será interrompida quando a greve do Hospital Universitário acabar.


