Sem luz há dois meses, família tenta negociar dívida
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quarta-feira, 16 de julho de 2003
Herika Fondazzi<br>Reportagem Local 
Imagine-se sem geladeira, televisão, luz elétrica, chuveiro quente no inverno. Esse é o drama do aposentado Alberto Marques, 76 anos, morador do Jardim Tókio, zona oeste de Londrina. A família teve a energia cortada há dois meses devido a uma dívida com a Copel de R$ 1,5 mil.
O aposentado já sofreu cinco derrames. Não tem movimentos no corpo, não fala e precisa usar bolsas e fraldas. Com ele moram a esposa, dois filhos e duas netas. Toda a família depende da aposentadoria de R$ 240,00 de Marques e dos ganhos de sua mulher, a diarista Maria Margarida, 53 anos. Uma neta de Marques, Janaína Pesentino da Silva, 27 anos, conta que ele toma banho um dia sim, outro não. ''Como não tem chuveiro quente e está frio, a gente tem que carregar ele até a casa da minha tia, aqui perto, para poder dar banho.''
A dívida com a Copel é resultado da inadimplência de dois anos. Na tentativa de negociar a dívida, familiares se juntaram e conseguiram arregadar R$ 500,00, mas a companhia pede um pagamento inicial de R$ 800,00 e o restante da dívida parcelada em seis vezes.
O superintendente regional da Copel, Roberley Henry Luppi Savariego, disse que até o último dia 30 usuários com contas em atraso vencidas até dia 28 de fevereiro deste ano podiam pagar a dívida com entrada de 10% e o restante parcelado em 12 vezes. Ele explicou que Marques não cumpre requisitos para receber o benefício. ''Além de ter contas atrasadas por um período além do estabelecido, eles fizeram uma religação irregular de energia depois do corte.'' Apesar disso, ele disse que a Copel entrará em contato com a família e tentar um acordo.


