A professora Edilaine Renata Crepaldi, 33 anos, passou por uma cesárea que julgou desnecessária no parto da primeira filha, Lara, de 4 anos. ''Queria esperar, mas o médico fez 'terrorismo' e acabei fazendo a cirurgia'', criticou. Quando engravidou de Ana Luiza, 11 meses, trocou várias vezes de obstetra até encontrar um profissional em quem confiasse para realizar o parto natural.
Outro cuidado foi contratar uma doula, profissional especializada em acompanhar mulheres grávidas durante a gestação e o parto, a exemplo do que faziam as antigas parteiras. ''Fiquei três dias em casa, já em trabalho de parto, com a doula. Quando cheguei ao hospital, tive o bebê no quarto, do jeito que queria, sem interferências ou medicamentos'', revela.
Ela optou por não submeter a filha a intervenções neonatais. ''Quando nasce, o bebê precisa de um ambiente tranquilo. A prevenção é importante, mas pode ser feita depois.''
A filha mais velha mamou na mãe até pouco tempo antes da irmã nascer. ''Ela desmamou sozinha'', conta Edilaine, que também é contrária a métodos radicais de desmame. A caçula deve continuar no peito sem data prevista para desmamar. (C.A.)

mockup