‘Sem-garagem’ reivindica isenção
Josoé de CarvalhoProfessor Júlio Severino: taxa para para em frente de casaA falta de vagas para moradores de prédios sem garagem é uma das reclamações mais comuns sobre a Zona Azul de Londrina. O professor Júlio Severino diz que no prédio onde mora, na Avenida Paraná, não há vagas suficientes nas garagens. ‘‘Não há saída, a não ser pagar um estacionamento particular ou deixar o carro estacionado na rua’’, ressalta. ‘‘Mas todas as ruas próximas ao edifício estão dentro dos limites da Zona Azul’’.
O professor, que se intitula um ‘‘sem-garagem’’, ressalta não ser contra o programa, já que possui finalidades sociais, auxiliando adolescentes carentes. ‘‘Mas não posso deixar de me indignar quando lembro que nunca posso optar em pagar ou não a taxa quando vou para casa’’, afirma.
Na opinião dele, a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) não levou em conta que nem todos os moradores da cidade trabalham ou desenvolvem suas atividades nos mesmos horários que a prefeitura. ‘‘Por causa dessa rigidez não posso deixar o carro estacionado em frente à minha casa sem que esteja pagando uma taxa constante.’’
Em fevereiro, de acordo com Severino, moradores de edifícios da Avenida Paraná enviaram um abaixo-assinado à Comurb explicando a situação e sugerindo que se criasse um selo no vidro do carro, identificando qual a rua onde o usuário mora, isentando-o do pagamento em frente de casa. ‘‘Até agora não temos resposta.’’
A diretora de Transporte e Trânsito da Comurb Lúcia Brandão explica que está sendo estudada a possibilidade de criar uma carteira de identificação dos moradores de prédios onde não existem garagens, para que eles sejam isentados. Mas ela observa que isso não é garantia de que o morador encontrará uma vaga disponível. (L.O.)

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