Aeroporto fechado, prejuízo na certa. Eventos são cancelados e compromissos perdidos. Londrina enfrentou problemas por falta de estrutura do aeroporto. O VOR, equipamento de auxílio a pousos e decolagens, passou mais de três meses sem funcionar (só entrou em operação novamente no início desta semana). A situação se tornou tão grave, que até uma campanha foi lançada por entidades e pela Folha de Londrina/Folha do Paraná cobrando solução. Entidades cobram também a execução da reforma, ampliação e modernização do aeroporto, previstas num convênio assinado entre Prefeitura e Infraero em 1996.
Muitos são prejudicados. Entre eles, estão os advogados e empresários. ‘‘Nunca o transporte aéreo foi tão importante. Mais do que nunca, os empresários têm que ser dinâmicos e ágeis’’, comenta o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Valter Orsi.
Na sua opinião, como a cidade está sempre sujeita a mudanças climáticas, o aeroporto tem que ter equipamentos eficazes.
O advogado Valdomiro Jacintho Rodrigues, ex-presidente da Associação dos Advogados de Londrina, ilustra a situação. ‘‘Recentemente, viajei para o Rio de Janeiro para atender um cliente. Saí na quinta-feira e chegaria em Londrina na sexta, na hora do almoço e a tempo de fazer uma audiência à tarde. Mas cheguei somente na sexta-feira à noite’’, relata. José Candido Miller, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) lembra que, de acordo com números divulgados pela própria Infraero, o movimento de passageiros no aeroporto local cresceu, no primeiro semestre, 43% em relação ao mesmo período do ano passado.
Miller comenta que o principal centro financeiro do País é São Paulo e, portanto, é grande a ligação entre Londrina e aquela cidade.
Ele lembra de um evento realizado ano passado, ‘O mundo em Londrina’, que reuniu 19 embaixadores na cidade. No final do evento, o aeroporto fechou devido a nebulosidade. Três embaixadores não conseguiram ir embora no dia previsto.
Ele ressalva, no entanto, que há situações meteorológicas que realmente fecham aeroportos, por questão de segurança. No dia 28 do mês passado, a direção da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD/PR) não pôde receber o ministro do Trabalho Edward Amadeo para um evento que reuniu 380 pessoas.
O empresário Lourival de Almeida Jorge também enfrentou problemas. Recentemente, quando o VOR ainda estava desativado, ele saiu de São Paulo às 11h45 e deveria chegar em Londrina 50 minutos depois. Mas só conseguiu chegar às 18 horas do dia seguinte.

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