Maringá - Pais de alunos do Colégio Estadual Olavo Billac, de Sarandi, município vizinho de Maringá, estão indignados com a instalação em um shopping da cidade de seis salas de aulas do 1º ano do ensino médio. O local é considerado inadequado porque pode dispersar os mais de 260 estudantes, a maioria com 14 anos, abrigados no shopping. A diretora do Olavo Billac, Maria Helena Garcia, disse que concorda com a ''bronca dos pais'' porque o ideal são alunos dentro do colégio. ''Os pais ficam inseguros com a presença dos filhos fora da escola e em um lugar que pode tirar a atenção deles'', reconheceu a diretora.
Maria Helena disse que desde o ano passado reivindica do Estado a construção de um novo colégio em Sarandi, para abrigar as turmas de 5 a 8 séries do ensino fundamental. O Colégio Olavo Billac funciona em três turnos com alunos de 5 a 8 séries e as turmas do ensino médio, totalizando 2.500 estudantes.
Segundo a diretora, a Prefeitura de Sarandi já cedeu um terreno para a construção de um novo colégio, mas depende da participação do Estado com recursos e contratação de pessoal. Maria Helena calcula que o custo para a construção de uma escola gira em torno de R$ 1 milhão.
A diretora disse que o Núcleo Regional de Educação (NRE), com sede em Maringá, não teve outra alternativa na cidade além do shopping, porque no local já funciona o Cebeja, um centro para educação de jovens e adultos nos moldes do antigo Centro de Ensino Supletivo (CES). ''As salas do shopping já são locadas pelo governo do Estado'', argumentou Maria Helena.
A Folha tentou falar com a diretora do NRE, Adelaide Colombari, mas ela informou por meio de uma assessora que está encaminhando ao Governo do Estado um ofício para tentar solucionar o problema de Sarandi. Não há previsões e os alunos devem mesmo permanecer no shopping. ''Graças a Deus que lá (no shopping) ainda não tem locais com jogos eletrônicos que a garotada tanto gosta. Nem quero que tenha porque é um público de 260 adolescentes'', lembrou a diretora do colégio.
O NRE informou ainda que em Paiçandu precisou abrigar alunos de um colégio estadual em uma escola municipal, também por falta de espaço, e que em Maringá o único problema está no Colégio Estadual Basílio Itiberê, onde as turmas só começam as aulas no dia 17 porque as reformas do pátio não foram concluídas.

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