Com uma dívida de dois meses com a Copel, o Shopping Popular Camelódromo de Londrina teve que fechar as portas na tarde de ontem depois que o fornecimento de energia elétrica foi cortado, repetindo uma situação que já havia acontecido no ano passado. O presidente do shopping, Rogério Gonsales, disse que o corte tem relação direta com a dívida com condomínio de muitos lojistas, que já chega a pelo menos R$ 70 mil. A partir de hoje, só vai poder entrar no prédio quem estiver em dia com as contas.
O valor acumulado da dívida do Camelódromo com a companhia de energia elétrica é de aproximadamente R$ 25 mil. Gonsales explicou que a falta de pagamento aconteceu porque não havia dinheiro em caixa suficiente para bancar as despesas coletivas do shopping, que giram entre R$ 35 mil e R$ 40 mil mensais. Isso vem acontecendo, segundo o síndico, porque muitos lojistas possuem débito com o condomínio. ''Tem gente que não paga desde que o Camelódromo foi aberto, em janeiro de 2003'', reclamou o presidente, sem precisar o valor da dívida. Dentre os 350 boxes instalados, a taxa de condomínio varia de R$ 90,00 a R$ 170,00.
Gonsales avisou que a partir de hoje vai abrir apenas uma das portas principais do shopping e fará um plantão de cobrança, para tentar receber ou negociar os atrasados. ''Só vai entrar para trabalhar quem estiver com o condomínio em dia'', advertiu.
Quem teve que baixar as portas e voltar para casa não gostou nem um pouco. Proprietária de uma loja de roupas no shopping, Luciane Fernandes garantiu que os atrasos não se justificam porque a taxa de condomínio é condizente com o faturamento. ''Por mais que seja fraco o movimento em um mês, dá tranquilamente para cobrir os custos'', apontou. ''Agora, temos que ficar no prejuízo por causa de gente que não paga'', completou. Ela acredita que os frequentes fechamentos prejudicam ''ainda mais'' a imagem do Camelódromo na cidade.
No dia 24 de junho do ano passado, o Camelódromo ficou fechado, com o intuito de pressionar os donos de boxes a quitar suas dívidas de aluguel e condomínio. A medida, porém, surtiu pouco efeito, já que cerca de 20 dentre a centena de inadimplentes pagou o que devia, total ou parcialmente.

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