‘‘Enquanto der para sobreviver por aqui, vamos ficar’’. A lição de persistência no Paraguai é do capixaba Nilson Batista Meireles, de 26 anos, que emigrou para o país vizinho ainda criança. Trabalhador em uma serraria havia mais de três anos, Meireles foi demitido em abril, junto com outros 50 funcionários da empresa - todos brasiguaios. Mesmo sem a perspectiva de um novo emprego, ele não pretende se mudar para o Brasil. Continua morando com a mulher, Fátima de Oliveira, de 24 anos, e os filhos Flávia, 5 anos, e Jean, de nove meses, na casa cedida pelo ex-patrão. ‘‘Estamos tendo dificuldade até para pagar água e luz. Mas, se a gente voltar para o Brasil, não vai ter nem onde morar’’, prevê. Apenas Meireles tem documentação paraguaia. Seus filhos, que nasceram em hospitais de Foz do Iguaçu, ainda não possuem certidão de nascimento.

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