Sem dinheiro,AMA corre risco de fechar portas
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sexta-feira, 08 de dezembro de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
A Autarquia do Meio Ambiente de Londrina (AMA) está parando por falta de dinheiro. Segundo a diretora técnica do órgão, Sílvia Saadijan, a AMA não tem nem vassoura para limpar o prédio. Estamos vivendo o caos e só não fechamos as portas porque temos recebido doações da comunidade. Infelizmente, a tendência é que a precariedade dos serviços aumente até o final do mês.
Para pagar os fornecedores e fazer as máquinas funcionarem, a autarquia precisa de R$ 220 mil, mas nem Sílvia nem Edgar Moraes, diretor admnistrativo e financeiro, acreditam que esse dinheiro seja liberado este mês. Na verdade não podíamos deixar dívidas, mas nesse momento a solução só depende da prefeitura, frisou.
O problema foi solucionado ontem à tarde porque a Secretaria de Obras doou quatro pneus usados. Isso impediu que a central de entulho fechasse as portas na próxima terça-feira por falta de espaço. Ela só não parou antes porque a autarquia alugou uma pá-carregadeira, em outubro e novembro, por R$ 7 mil que até agora não foram pagos.
Na central de galhos o problema, por enquanto, não é espaço e sim o risco de incêndio. Além da pá-carregadeira, o depósito está sem a máquina de triturar há 20 dias e as montanhas de galhos secos se amontoam dia-a-dia.
Na próxima segunda-feira, a AMA realiza um leilão de materiais recicláveis na central de entulho. A expectativa é arrecadar aproximadamente R$ 15 mil que serão usados na confecção de material educativo. Apesar das dificuldades temos boas idéias que têm atraído a atenção de cidades até fora do Estado. Pena que a falta de dinheiro impossibilite a continuidade do trabalho, lamentou Silvia.
A diretoria da AMA está prestes a se reunir com o prefeito eleito Nedson Micheleti para informar qual é a situação do órgão e Silvia disse que já sabe o que vai pedir: mais atenção e carinho com a AMA.


