Osmani Costa
De Londrina
A Escola Oficina de Londrina, que atende cerca de 150 alunos carentes entre 7 e 17 anos, pode suspender suas atividades, iniciadas há sete anos, a partir de novembro. A Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), entidade mantenedora da escola, convocou em edital divulgado anteontem uma assembléia geral extraordinária de seus sócios fundadores, beneméritos e colaboradores para discutir exclusivamente esta possibilidade.
A assembléia acontecerá na noite de 11 de novembro. A presidente da Acalon, Leozita Baggio Vieira, afirmou que este momento é de muita preocupação e expectativa. ‘‘Ninguém deseja o fechamento da escola; esta seria a pior decisão a tomar. Mas infelizmente, caso não consigamos os recursos necessários, esta será nossa única saída.’’
De acordo com a presidente da Acalon, a crise financeira da escola se agravou porque a Secretaria do Estado da Criança e dos Assuntos da Família (Secri) não renovou o convênio que repassava anualmente cerca de R$ 91 mil à entidade. ‘‘Sem esta verba, nos falta hoje perto de R$ 65 mil para as folhas de pagamento de novembro, dezembro e 13º salários dos 30 funcionários’’, ressaltou Leozita Vieira.
Ela afirmou, no entanto, que está otimista em relação ao recebimento de novas verbas do Estado e da prefeitura de Londrina. ‘‘Estivemos negociando em Curitiba, nos últimos dias, e a Secri ficou de nos dar uma resposta definitiva no início da próxima semana’’, disse a presidente da Acalon, lembrando que cerca de 60% dos custos de manutenção da escola já são bancados com recursos próprios.
Nos sete anos de funcionamento, já passaram pela Escola Oficina – a única da cidade – aproximadamente 500 crianças e adolescentes de famílias carentes. Em consequência do não-repasse da verba do convênio pela Secri, que alega falta de recursos orçamentários, a Acalon fechou no mês passado a Casa de Convivência, que serve como porta de entrada à escola e por onde passam menores encaminhados pela Ação Social, Ministério Público, Conselho Tutelar e Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi). Ontem, a chefe regional da Secri em Londrina, Nádia Oliveira de Moura, não deu retorno às ligações telefônicas da Folha para comentar o assunto.

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