Emerson Cervi
De Curitiba
A direção da Central de Medicamentos do Paraná (Cemepar) não quis falar ontem sobre a demora na compra do remédio Prograf, usado para controle de rejeição de órgãos transplantados. O médico Mauro Rafael da Igreja, do Setor de Transplantes de Fígado do Hospital de Clínicas, reclamou da demora no processo de compra do produto pela Secretaria de Estado da Saúde. Só entre transplantados de fígado do HC existem dez pacientes necessitando do Prograf. O remédio custa cerca de R$ 500,00 por mês e a maioria não pode comprar.
Segundo assessores da Cemepar, o Prograf é novo e não faz parte da lista de medicamentos da secretaria. Como ele foi lançado no mercado há menos de um ano, a Câmara Técnica Estadual ainda avalia sua inclusão na lista da Secretaria de Saúde. Antes da aprovação da câmara, o Prograf não será comprado pelo governo em larga escala.
A secretaria abriu processo para compra de um número limitado do medicamento, que será usado em casos específicos. Mas não há prazo para conclusão do processo burocrático e licitação, informaram os assessores. O Prograf é indicado para pacientes em que a Ciclosporina – remédio tradicional que evita rejeição pós-tranplante – não faz efeito. ‘‘Essa foi uma grande descoberta e como muitos pacientes precisam do Prograf não dá para entender os motivos do atraso’’, disse o médico. ‘‘Pelas informações que recebi do Cemepar, o processo de compra estaria parado no Crafe (Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado) há mais de um mês’’, concluiu.
O Secretário do Governo, José Cid Campêlo Filho, que faz parte do Crafe disse que a informação não é verdadeira.

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