Sem o repasse das cotas de combustível dos meses de abril, maio e junho, e com o crédito cortado na cidade, a Polícia Civil de Apucarana deve manter hoje suas oito viaturas no pátio da 17ª Subdivisão Policial. ‘‘Recebemos um comunicado do fornecedor, informando que a partir desta terça-feira (hoje), se a conta não for paga, ele suspenderá o abastecimento dos veículos da polícia’’, revelou ontem o delegado-adjunto Roberval Butaccini.
Com a dívida acumulada dos últimos meses, a Polícia Civil deve pouco mais de R$ 8 mil num posto de gasolina da cidade. O dinheiro do fundo rotativo deveria ser repassado pela Secretaria de Fazenda à Secretaria de Segurança Pública, e daí para o Departamento de Polícia Civil, que encarrega-se de destinar o dinheiro às delegacias.
O motivo do atraso, segundo o delegado, se deve à falta de dotação orçamentária para a Secretaria de Segurança. ‘‘Nós recebemos a informação de que o problema poderá ser resolvido até o próximo dia 15, mas até lá a manutenção dos serviços pode ficar comprometida’’, disse Butaccini.
Segundo o delegado, se o fornecimento de combustíveis for realmente cortado, a 17ª SDP poderá recorrer à colaboração da comunidade, visando manter rondas, diligências e outros serviços.
‘‘Também poderemos utilizar veículos de forma alternada, evitando que todos fiquem sem combustível de uma só vez.’’
Alimentação Os repasses de recursos para a alimentação de presos também estão em atraso desde abril. A manutenção das refeições de cerca de 90 presos, que cumprem penas ou aguardam julgamento no minipresídio de Apucarana, continuam sendo servidas graças ao crédito que a carceragem mantém na praça.
A dívida total da 17ª SDP com o comércio de Apucarana por despesas com alimentação de presos já chega a R$ 5 mil.

mockup