Sem CMTU, reunião para discutir Zona Azul não oferece soluções
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quinta-feira, 13 de novembro de 2003
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Sem que se chegasse a nenhuma definição, foi realizada ontem à tarde a primeira reunião para discutir o possível reajuste da tarifa da Zona Azul. Participaram do encontro na Câmara representantes da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), que administra o serviço, e vereadores. Foram convidados representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval) e da Associação Comercial de Londrina (Acil), que não compareceram.
Na semana passada, o diretor da Epesmel, padre Lídio Roman, informou que a Zona Azul amargou um déficit operacional de 22,16% nos oito primeiros meses do ano. Ontem, o contador da entidade, José Maurício da Costa, disse que o prejuízo acumulado de janeiro a setembro é de R$ 178,5 mil. A principal culpada seria a defasagem da tarifa (atualmente R$ 0,60 por hora), que não é reajustada desde 1997. O custo deve aumentar ainda mais porque os cerca de 230 adolescentes de 16 a 18 anos que cuidam das 1,4 mil vagas de estacionamento rotativo terão reposição salarial de 15%.
No encontro, os vereadores questionaram se não seria possível alterar o sistema. O presidente da Câmara, Orlando Bonilha (PL), sugeriu que os comerciantes do centro passassem a ser responsáveis pela cobrança das vagas em frente a seus estabelecimentos, para que os adolescentes não estivessem mais expostos ao perigo de portar muito dinheiro. Os representantes da Epesmel questionaram a operacionalidade da idéia.
Um ponto bastante discutido foi a cobrança que a CMTU faz como administradora. O valor cobrado é de 6% sobre o total de vagas, mas Costa explicou que os 1,4 mil lugares não ficam ocupados o tempo todo. ''Existem pessoas que ficam só quinze minutos e não pagam nada e tem horas do dia em que nem todas as vagas ficam ocupadas. Com essa cobrança, a CMTU chega a ficar com mais de 10% da arrecadação. O certo seria cobrar 6% sobre a arrecadação bruta'', comentou o contador.
A transferência na porcentagem representaria uma economia de R$ 3,5 mil ao mês, segundo Costa. Outra sugestão foi a adaptação do serviço ao horário do comércio que aos sábados passou do intervalo entre as 8 e 12 horas para o das 9 às 13 horas, o que faz com que a Zona Azul perca uma hora de movimento intenso. Segundo a Epesmel, o serviço está deficitário desde 2000. Anteriormente, havia até lucro para sustentar outros projetos da entidade, que atende adolescentes em situação de risco. Segundo ele, devido aos déficits acumulados, dois cursos foram fechados nos últimos dois anos.
Por fim, com o não-comparecimento dos representantes da CMTU, do Sincoval e da Acil, os participantes do encontro decidiram tentar agendar reuniões com os ausentes nos próximos dias. Não foram cogitados novos valores da tarifa. ''Esta definição cabe à CMTU. As propostas têm que ser discutidas'', disse Roman.


