O fechamento há um mês do Banco do Brasil de Palmital está causando transtornos para os cerca de 1,3 mil aposentados que recebem pela agência. Eles estão sendo forçados a se deslocar até a agência de Pitanga, a 75 quilômetros. Muitos ainda são surpreendidos ao se depararem com as portas fechadas do banco. É o caso da aposentada Divercinda Gouveia, 81 anos, que ficou sem ter como receber seus R$ 130,00 na quinta-feira.
‘‘Não vai abrir mais?’, pergunta ela, sem saber o que fazer. Avisada de que teria que ir até Pitanga, dona Divercinda fica inconformada. ‘‘Só se eu for a p钒, diz. Ela alega que não tem dinheiro para pagar um táxi e que não pode ir de ônibus porque não conhece Pitanga. ‘‘Se eu for de ônibus, vou ter que pagar um táxi quando chegar lᒒ, explica. Segundo o vigia do banco, Luiz Carlos Kanarski, a procura dos aposentados é sempre grande pela manhã.
Vergínia Correia, 74 anos, também só perdeu tempo ao tentar receber a aposentadoria na quinta-feira. ‘‘Esse banco tem que abrir, meu Deus’’, disse ao sair sem atendimento. Segundo ela, o dinheiro que vai gastar com um táxi até Palmital vai fazer falta. ‘‘O que é que é R$ 130,00?’, indaga. ‘‘Isso vai pesar muito para a gente’’.
Táxi Tristeza de uns, alegria de outros. O taxista Santino Pires Martins, 61, trabalha com táxi em Palmital há 15 anos e nunca teve que fazer tantas corridas. Desde que a agência fechou, ele mudou o ponto para a frente do banco. Martins leva quatro aposentados por vez a Pitanga por R$ 10,00 cada um. Pior para quem mora em Laranjal, que tem que pagar R$ 15,00. Apesar do lucro garantido, o taxista reclama da concorrência de motoristas que não estão legalizados.
‘‘Qualquer pessoa que tem uma Kombi velha está se aproveitando da situação’’, denuncia. Segundo ele, a cidade tinha somente três taxistas exercendo a função, mas hoje é difícil saber quantos estão trabalhando. ‘‘Sofro dos nervos ao ver gente não legalizada fazendo o serviço’’, conta. Ele diz que demora cerca de 2 horas e 15 minutos para ir e voltar com os aposentados até Pitanga e jura que nunca fez mais do que duas viagens num único dia. (S.S.)

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