Paulo Ubiratan
Londrina
O eletricista Wilson Aparecido ficou indignado com a impossibilidade de ser atendido pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina. Ele levou sua filha menor para realizar exames de corpo delito no instituto. A menina, segundo ele, foi agredida por uma colega quando saía da Escola Estadual Olympia de Moraes Tormenta, na zona norte. Wilson havia registrado queixa na 10ª Subdivisão Policial e pretendia levar o caso adiante, para garantir a segurança da filha.
‘‘Desisti de buscar meus direitos. Eu e minha filha de 12 anos fomos tolhidos na nossa cidadania’’, disse Aparecido. ‘‘Cheguei por volta das 7h45. Os funcionários chegaram às 8h15, quando o expediente deveria começar às 8 horas. O atendimento ao público se iniciou às 8h20, quando fui informado que só seriam atendidas três pessoas. Eu era o quarto da fila’’, relatou.
O eletricista não se conformava: ‘‘Pago meus impostos e tenho o direito de ser bem atendido. É inconcebível os funcionários fazerem o povo pagar pelo atraso deles’’, desabafou. A Folha tentou falar com o diretor do IML, Antônio Carlos Queiroz, mas a informação foi de que estava viajando e nenhum funcionário estava autorizado para falar sobre o ocorrido.

mockup