Sem acordo, greve continua
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terça-feira, 25 de setembro de 2001
Erika Wandembruck<br> De Curitiba 
Reunião realizada ontem em Curitiba, na Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, não conseguiu por fim à greve dos servdiores estaduais. Reitores, professores e servidores técnico-administrativos e da saúde deixaram o encontro com a promessa do governo Jaime Lerner de anunciar, até o próximo dia 30, os índices de recomposição salarial do funcionalismo.
O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, adiantou que os maiores beneficiados serão os funcionários administrativos, que recebem em média três salários mínimos, cuja defasagem salarial é maior. A categoria recebeu reajuste de apenas 10% desde 95.
O governo deve encaminhar à Assembléia Legislativa, até o próximo dia 30, a proposta orçamentária de 2002, já com a previão da recomposição salarial. ''Nela estará embutido o percentual de reajuste da folha de salário. Dividiremos a maior parte do 'bolo' entre os que possuem os salários mais baixos'', afirmou Wahrhaftig. O secretário também deixou claro que a intenção é não romper o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Conforme o secretário, assim que estiver definido o percentual de reajuste, os servidores serão convocados para participarem das negociações. ''Sempre estive aberto ao diálogo. Somente hoje, depois de uma semana de greve, recebi a pauta de reivindicações das categorias'', informou.
No entendimento do secretário, a pauta de reivindicações dos servidores é muito ampla. ''Eles querem desde a reposição salarial de 50,03% até a não privatização da Copel e a suspensão do decreto que institui prova de conhecimento para a eleição de diretores. Além disso, quem assina o documento é o Romeu Miranda, presidente da APP-Sindicato, que não tem nada a ver com as categorias das universidades'', explicou Wahrhaftig.
De acordo com a reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEM), que intercedeu juntamente com os outros reitores para que o secretário recebesse os grevistas, a greve continua até que seja apresentada uma contraproposta concreta. ''As entidades querem saber os índices de reajuste. Enquanto não for apresentado, não voltarão ao trabalho'', contou. Segundo ela, a pauta de reivindicações foi assinada por Romeu Miranda porque é unificada. ''Além disso, ele preside o Fórum dos Servidores Públicos e Entidades Estaduais do Paraná'', justificou.
Os salários dos professores universitários terão reajuste menor porque tiveram melhoria salarial de 114% desde 95, conforme o secretário.
Apesar da garantia de definição do percentual de reajuste nos próximos dias, a greve continua nas universidades estaduais e hospitais universitários de Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel(leia matérias nesta página).


