Sem acordo, agentes de presídios mantêm greve
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba Os agentes de disciplina da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP) decidiram, em assembléia realizada ontem, manter o movimento de greve, uma vez que não houve acordo com a empresa que administra o presídio. Segundo a presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Paraná (Sinspp), Sandra Márcia Duarte, a empresa não ofereceu nem o mínimo reivindicado pelos empregados, que seria acréscimo de R$ 100,00 nos salários e gratificação de 20% por insalubridade. A greve teve início no dia 15 deste mês.
A diferença de salário com os agentes estatutários foi o que motivou os terceirizados a se mobilizarem. Sandra afirma que os R$ 100,00 corresponderiam ao valor que foi retirado na ocasião da contratação dos funcionários. O piso salarial publicado em edital e registrado em carteira seria de R$ 580,00 e foi baixado para R$ 480,00. Como não houve acordo, a equiparação salarial deve voltar à pauta de reivindicações dos agentes terceirizados. O salário dos agentes do Estado é de R$ 1,2 mil.
O Instituto de Administração Penitenciária (Inap), responsável pela administração das casas de custódia de Curitiba e Londrina, não participou das negociações na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) porque não reconhece a legitimidade do Sinspp para representar os terceirizados, apesar de a Justiça já ter se manifestado a favor do sindicato. Representantes da empresa se reunirão hoje com uma comissão de funcionários na tentativa de chegar a um acordo.


