Selo pode divulgar turismo no Exterior
O interesse em obter o selo de ''Geoparque dos Campos Gerais'' está na exposição em escala mundial que o turismo da região pode ganhar com essa certificação. Sem falar que integrar uma rede global oferece o intercâmbio de atividades e experiências com outros Geoparques.
''Queremos fazer direito, não temos pressa em conseguir essa certificação'', disse Gilson Guimarães, explicando que, após a entrega do dossiê à Rede Global, uma comissão virá aos Campos Gerais checar se o que está no documento traduz a realidade.
Caso aprovado, só na próxima conferência da Rede Global de Geoparques, realizada de dois em dois anos, é que se formaliza o título de integrante da rede. ''Recebemos a visita do coordenador da Rede Européia de Geoparques, o geólogo grego Nickolas Zouros, no ano passado - no Congresso de Geologia em Curitiba - que nos aconselhou a apenas costurar o envolvimento com a comunidade, porque seria tranquilo conquistar o selo'', conta Gil Piekarz. ''Ele até nos disse que Curitiba também deveria buscar esse título porque tem potencial para ser um Geoparque'', acrescenta ele.
O selo de Geoparque, que delimita uma área que tem não só um valor geológico relevante, mas também histórico, arqueológico e natural, ainda é mais um fator de preservação do ecossistema. ''O selo encoraja o homem a fazer o uso sustentável do meio ambiente ao trabalhar com os monumentos geológicos. A filosofia de Geoparques não foi criada em cima de rochas, mas de pessoas. Temos que trabalhar porque a comissão da Unesco não virá aqui para avaliar um projeto, mas um Geoparque já em andamento'', informou Gil Piekarz, completando que, a cada quatro anos, a Unesco faz uma reavalização e decide se ele permanece ou não com o selo. (F.G.)





