O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Milton Seligman, disse ontem que os incidentes ocorridos em Jundiaí do Sul são ‘‘caso de polícia’’. No último sábado, dois fazendeiros e cinco seguranças foram tomados como reféns e agredidos por sem-terra.
Seligman disse sentir ‘‘repulsa’’ pelas cenas, mostradas pela TV. ‘‘É inaceitável, mas não cabe ao Incra identificar os autores (das agressões)’’, comentou.
Ele afirmou que esse tipo de episódio atrapalha o processo da reforma agrária. ‘‘Não rompemos nem fazemos acordo com quem quer que seja fora da linha de desenvolvimento da reforma agrária. Fazemos acordo com todos que querem cooperar’’, disse, referindo-se aos sem-terra e aos movimentos sociais. ‘‘Não compactuamos com ninguém que descumpra a lei’’, completou.
Seligman disse esperar que a Justiça atue no Estado para a ‘‘manutenção do Estado de Direito’’.
O Paraná, segundo ele, é o Estado que ‘‘mais vem inovando’’ na obtenção de áreas para a reforma agrária. As declarações foram feitas após a exposição de Seligman na reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, no Ministério da Justiça. No encontro, ele falou sobre a importância da descentralização no processo da reforma agrária.

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