Cursos profissionalizantes dentro da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) não são novidade. O que chama a atenção neste caso específico, segundo o diretor da instituição, Raimundo Hiroshi Kitanishi, é que a iniciativa e o financiamento está sendo feito em parceria com entidades civis.
''Acho importante que a sociedade participe da nossa luta constante para baixar os índices de criminalidade, pois ela também é responsável pela ressocialização desses detentos. Trabalho e educação são as principais ações na reintegração dos egressos'', conclui.
Kitanishi informa que a seleção para os cursos oferecidos pelo Senac obedecerá critérios rigorosos. ''Durante a triagem faremos um mapa com as habilidades e tendências dos presos. A vontade de participar também é levada em consideração.''
No entanto, de acordo com o diretor, a escolha deve ser feita sem nenhum preconceito. ''O tipo de crime cometido não vai contar, mas naturalmente o comportamento do preso, sim. Também daremos prioridade àquelas pessoas que estão prestes a terminar a pena.''
Segundo Kitanishi, nos últimos 12 meses, mais de 30 cursos profissionalizantes foram realizados dentro da penitenciária pelo Estado. ''Além disso, na busca pela ressocialização, oferecemos dois projetos de teatro e incentivamos o hábito da leitura junto aos presos.'' (R.N.)

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