Seis presos ficaram feridos durante rebelião anteontemna Cadeia Pública de Cornélio Procópio. De acordo com a Polícia Civil, a ala inferior da cadeia foi totalmente destruída, mas não houve feridos graves. Os detentos arrancaram as grades, parte das paredes e escavaram o chão da cadeia para uma fuga em massa que não aconteceu.

Segundo a delegada de Cornélio Procópio, Elaine Aparecida Ribeiro, a rebelião teve início por volta das 16h, após o período das visitas. A confusão teria começado devido a suspensão da visita íntima a um dos detentos. De acordo com a delegada, o regulamento interno só permite visitas íntimas aos detentos casados. O pavilhão inferior foi tomado pelos detentos e após, um breve período de negociação com a presença do juiz da comarca de Cornélio Procópio, Marcelo Ferreira, e do promotor de Justiça João Eduardo Fonseca, o Grupo de perações Especiais (GOE) da Polícia Militar foi acionado.

A ação do GOE, realizada com bombas de efeito moral, foi rápida. Segundo a polícia militar, a invasão durou cerca de 15 minutos e a rebelião foi controlada por volta das 19 horas. Com os presos foram encontrados barras de ferro, estoques, facas improvisadas e tijolos.

A delegada Elaine Ribeiro disse que as autoridades temiam que os rebelados pudessem utilizar os presos das outras alas como reféns. Tentamos agir rápido para impedir que a situação ficasse mais grave'', disse.

A cadeia pública de Cornélio Procópio tem capacidade para 35 presos, no entanto, abriga 77 pessoas. Os presos que tiveram as celas destruídas durante o motim foram encaminhados para a ala superior da cadeia e para a delegacia local.

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