Seis mil metros de rede são apreendidas
Durante período de piracema, que vigorou de 1º de novembro de 2015 a 28 de fevereiro deste ano, a Polícia Ambiental apreendeu 6 mil metros de redes, 2,5 mil espinhéis e 150 apetrechos. Foram detidas oito pessoas maiores de idade e três menores. Segundo a porta-voz da Polícia Ambiental, Camila Reina, o número de apreensões tem ficado dentro da média nos últimos anos.
"O que temos notado é o aumento de denúncias. Os ribeirinhos e as associações de pescadores estão vendo as pessoas colocando a rede no rio e, por meio de aplicativos, conseguem identificar o ponto exato em que a rede foi colocada e encaminham para a gente", destacou Camila.
Segundo ela, a posse das coordenadas precisas dos locais em que o equipamento ilegal é colocado permite uma ação "rápida e eficaz". "Como a extensão do rio Tibagi é grande, quando não havia esses aplicativos, nossos policiais saíam dos barcos com uma garateia, uma espécie de mastro com um gancho que era passado pelas águas para tentar encontrar onde estavam essas redes. Hoje, graças a esses aplicativos, temos a localização exata." Durante o período de defeso, foi permitida apenas a pesca de espécies exóticas como o bagre-africano, a carpa, a corvina, a tilápia e o tucunaré. São espécies importadas de outros locais e que podem causar desequilíbrio ambiental por se alimentarem de espécies nativas e não possuírem predadores naturais.
Com o fim da piracema, a pesca agora está liberada, mas com restrições.
Período de ovada dos peixes, quando eles sobem os rios até suas nascentes para a desova, em que é proibida a pesca
Todo pescador deve possuir uma carteirinha elaborada a partir do cadastro no site do Ministério da Pesca e Aquicultura
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





