Seis irregulares estão na Câmara, acusa vereador
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segunda-feira, 04 de agosto de 1997
Da Redação 
Pelo menos seis funcionários dos 44 que teriam sido emprestados pela Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) à Câmara de Vereadores estão trabalhando em gabinetes de vereadores. A denúncia é do vereador Salvador Francisco (PSDB) e diz respeito aos funcionários contratados irregularmente (sem concurso público) pela Comurb para trabalhar em terminais de transporte coletivo, mas emprestados a secretarias municipais.
O empréstimo de funcionários foi revelado no mês passado pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, após receber relatório da Comurb contendo informações sobre o caso. Ele constatou, após checar a lista, que seis deles estão trabalhando com os vereadores Jorge Scaff (PDT), Carlos Kita (PTB) e Orlando Soares Proença (PDT). Ele afirma ainda que uma pessoa da lista também estava a serviço de Flávio Vedoato (PTB), mas que agora é o próprio vereador quem paga o seu salário.
Scaff confirma que um funcionário do gabinete realmente está na lista dos contratados irregularmente pela Comurb. Os outros negam. Não é verdade, reagiu Orlando Proença. Ele afirma que chegou a indicar pessoas para trabalharem na Comurb. Se elas foram contratadas, eu não sei.
Kita também diz que indicou nomes para a Comurb, mas que não se responsabiliza pelas contratações. Não tem ninguém no meu gabinete. Pode verificar. Flávio Vedoato também nega a informação de Salvador Francisco.
O vereador Sidney de Souza (PST), representante da Câmara na comissão de sindicância da Comurb que apura as irregularidades, confirma saber de pelo menos um caso de um funcionário que trabalha no gabinete de um vereador.
O presidente da Câmara, Adalberto Pereira, enviou, no mês passado, ofício ao presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, pedindo esclarecimentos sobre os 44 funcionários. Kyosen afirmou, em ofício, que as informações ao promotor foram dadas pelo ex-presidente da companhia, Cléber Tóffoli.


