O chefe da 17 Regional de Saúde, Gilberto Martin, concorda sobre a necessidade de uma triagem dos pacientes e da criação da Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) para desafogar as UTIs. Entretanto, ele entende ser necessário um atendimento mais eficaz ao paciente, antes do agravamento da doença.
Essa eficácia no atendimento poderia contribuir para o trabalho da Central de Leitos do Estado, que diariamente busca vagas para pacientes, muitos em situação terminal. No final do dia de ontem, haviam seis pessoas esperando por um leito em uma UTI. Todos os pacientes eram de municípios da região de Londrina. ''Estamos tentando vaga em qualquer hospital do Estado'', disse o supervisor da Central de Leitos de Londrina, Édio Gomes.
Uma das alternativas da Central de Leitos vem sendo o Hospital Bom Jesus de Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana). Mas essa constante solicitação de leitos vem preocupando a direção do hospital. Segundo o administrador da instituição, Celso Celestino Silva, nos últimos meses, aumentou em pelo menos 25% a entrada de pacientes de outras cidades e regiões do Estado.
Celso esclareceu que a preocupação está ligada aos baixos valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por dia de internamento na UTI, o hospital recebe do SUS, R$ 164,00. Porém, os gastos, dependendo do paciente, superam os R$ 500,00. ''Existe uma grande preocupação com a parte social. Mas está ficando muito difícil. Os particulares que estão pagando pelo atendimento ao SUS'', concluiu. (Gilmar Agassi)

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