O trabalho de recuperação de dependentes de drogas não é realizado diretamente pela prefeitura de Londrina, que repassa recursos a seis entidades, todas ligadas a instituições religiosas. ‘‘A prefeitura faz parcerias’’, observa Gisele de Cássia Tavares, da Secretaria Municipal de Ação Social.
Os contratos estão sendo revistos pelo Conselho Municipal de Assistência Social e no próximo ano, segundo Gisele Tavares, deve haver mudança nos valores do repasse. ‘‘Os contratos vão aumentar consideravelmente’’, afirma. Desta forma, a expectativa é que as entidades realizem atendimento gratuito, já que algumas delas atualmente cobram mensalidades de alguns dependentes.
Em praticamente todas as entidades, a pessoa fica internada de seis a nove meses, recebendo, além de atendimento médico e psicológico, aconselhamento ou apoio espiritual’’. Os recursos vindos da prefeitura são considerados mínimos por muitas delas e as entidades sobrevivem principalmente de doações e contribuições da comunidade.
Os interessados em internação passam por uma triagem. ‘‘A primeira coisa que queremos saber é se o dependente quer mesmo se livrar das drogas. Em caso positivo, ele já andou 80%’’, afirma pastor Claudionor Rodrigues, presidente do Movimento Evangélico para Libertação de Vidas (Melvi).
A entidade possui 30 vagas para atendimento a viciados masculinos - de 17 a 60 anos. A ala feminina, chamada de Lar Jóias de Cristo, é responsável pelo atendimento de 15 mulheres. Segundo Pastor Claudionor, das 30 vagas da ala masculina, 10 são destinadas a pessoas carentes e 20 aos que podem pagar um salário mínimo por mês. ‘‘Mas hoje estamos com cinco pessoas pagando e 20 que não pagam. Não recusamos atendimento a ninguém’’, afirma.
O Ministério Evangélico Pró-Vida (Meprovi) oferece 50 vagas (para homens de 13 a 50 anos) e, segundo o coordenador Arthur Maximo, o tratamento é gratuito. ‘‘Não exigimos pagamento , mas quando a família pode e quer contribuir, aceitamos’’, observa. A procura pelo Meprovi é grande e hoje existe uma lista de espera de mais de 60 pessoas, segundo ele.
A Casa de Maria - Centro de Apoio a Dependentes - tem um ambulatório que faz o atendimento (orientação e acompanhamento psicológico) de cerca de 400 pessoas, segundo a psicóloga Edinéia de Oliveira. A entidade conta ainda com a Comunidade Terapêutica, em Faxinal, com 15 vagas para atendimento de dependentes químicos (homens com mais de 18 anos), e o Recanto Amigo, em Jaguapitã, para portadores do vírus HIV. O tratamento na comunidade dura nove meses e é feito sem medicação. ‘‘Fazemos terapia de grupo, laborterapia, trabalhamos a espiritualidade e também atendimento psicológico’’, conta. (L.O.)

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