Como voluntária no HU, a professora Rosylene Herckert tem um histórico de boas ações. De Jandaia do Sul, ela se lembra que quando adolescente costumava levar alimentos ao asilo. ''Todos os sábados ia ajudar. Era possível sentir a carência no olhar deles'', diz.
Desde então, foram várias outras iniciativas até que, há três anos, começou a trabalhar como voluntária no Hospital das Clínicas. ''Ficava na sala de espera entretendo e contando histórias para as crianças que aguardavam por atendimento'', conta. Depois de um tempo, mudou de setor e foi para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HU.
''O UTI é um local delicado para trabalhar e requer um cuidado maior. Ali estão pacientes muito graves e as famílias estão num momento de dor profunda. Nossos problemas ficam menores diante da luta pela vida. Tento dar atenção à essas famílias, que às vezes só necessitam de um gesto de carinho ou uma palavra'', analisa. Rosylene auxilia ainda o encaminhamento de visitas e maneira correta de higienização para a entrada na unidade.
Com uma rotina diária de trabalho, ela abre mão de algumas horas do fim de semana para ir ao hospital. ''Poderia estar em casa com minha filha, que felizmente, me entende e apoia. Mas sei que se eu não for, vou fazer falta. E, apesar de não esperar nenhum reconhecimento, sei que meu trabalho é importante. Ser voluntário é, sobretudo, saber compartilhar.''
Há tempos Dulce Dutra pratica ações como voluntária, mas foi há cinco anos que deu início as atividades no Grupo Pró-Vida. ''Uma amiga deu a ideia de comerçarmos a costurar para a Santa Casa. Começamos em quatro, e hoje estamos em 12 mulheres, praticamente irmãs. Toda quarta-feira nos reunimos no atelier que fica em minha casa para darmos conta da demanda do hospital. Nesse dia, cortamos e separamos todo o material'', comenta.
O trabalho é intenso e, de acordo com ela, o grupo chega a produzir duas mil peças por mês. Sobre a motivação ela resume: ''Não é sacrifício nenhum doar meu tempo, pelo contrário, é um prazer muito grande. Acho até que faço pouco diante da carência que o hospital passa.'' (M.T.)

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