Seguro pode proteger produtor
Seguro pode proteger produtor
A Companhia de Seguros do Estado de São Paulo (Cosesp) lançou ontem, na Exposição 2000, o Seguro pé-de-café. No primeiro ano de plantação, o valor segurado por pé é de R$ 0,75. Para proteger a lavoura de granizo, o produtor tem que desembolsar 4,20% sobre estes R$ 0,75. Já para proteger contra geadas e granizos, a taxa é de 7%. Depois do 4º ano de plantação, o valor segurado por pé de café é de R$ 1,80 e as taxas são de 2,80% (granizo) e 4,70% (geada e granizo).
Este seguro vai garantir o investimento dos produtores, que aumenta ano a ano, afirmou o presidente da Cosesp, Edson Tomaz de Lima Filho. Para o presidente da Sociedade Rural, Francisco Galli, os cafeicultores não podem mais correr o risco de perder tudo. Não podemos mais ser amadores. O seguro é uma proposta de modernidade aos produtores, enfatizou o secretário de Estado da Agricultura, Antonio Leonel Poloni, que participou do lançamento do produto.
O Paraná é responsável pelo maior número de apólices no segmento de seguro agrícola da Cosesp, com 28.063 produtores segurados. A empresa, que também comercializa seguros em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, tem ao todo 37 mil apólices vendidas. Os principais produtos segurados no Estado são soja, milho, safrinha e trigo.
Um dos primeiros cafeicultores a adquirir o produto foi o diretor da Cooperativa Agropecuária dos Cafeicultores de Porecatu (Cofercatu), Antonio Furlaneto. Ele segurou 73 mil plantas.
O secretário da agricultura também lançou ontem o 1º Concurso Estadual Café Qualidade Paraná, que deve abrir as inscrições daqui a 20 dias. Ainda estamos detalhando as regras. Mas todos os produtores do Estado vão poder participar, disse Rafael Figueiredo, engenheiro agrônomo da Emater. A premiação acontecerá depois da safra, que termina em setembro. Os primeiros 10 colocados vão dividir um prêmio entre R$ 25 mil e R$ 30 mil.





