Seguro atrasa e prejudica pescadores
Pescadores que atuam na região dizem que estão sofrendo com a diminuição da piscosidade no Lago de Itaipu e com a proibição da pesca na época da piracema – período de reprodução das espécies, que vai de novembro a fevereiro. Apesar do Seguro Desemprego, concedido aos pescadores no período de proibição da pesca (novembro a fevereiro), muitas famílias estão sobrevivendo com a ajuda de amigos e parentes em consequência da demora na liberação do benefício.
O casal de pescadores Lourival Costa de Vargas, de 55 anos, e Miguelina Possamai, de 48, afirma que, desde o final de outubro, estão sobrevivendo com os alimentos trazidos por amigos e parentes. ‘‘Também ganhamos alguns pés de mandioca dos vizinhos’’, disse Lourival. Dos dois, apenas Lourival irá receber o seguro porque já tem a carteira de pescador há cinco anos.
Para conceder o benefício, o governo exige que o pescador tenha a carteira de pesca há, no mínimo, três anos. Embora tenha o direito garantido, Lourival reclama da demora. ‘‘O seguro só vai sair em janeiro. Não posso pescar e também não podemos trabalhar fora porque corremos o risco de perder a carteira.’’
O casal afirma que estão morrendo peixes no lago, mas acha que não é apenas o rebaixamento do nível da água que estaria provocando o problema. O plantio de soja com utilização de produtos químicos às margens do lago, na opinião de Lourival e Miguelina, seria outro motivo. (M.T.B.)

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