A secretaria de Segurança Pública do Paraná terá uma extensão em Londrina para acompanhar o trabalho desenvolvido pelas polícias Civil e Militar, e receber reivindicações da população. O anúncio foi feito, ontem, pelo secretário da pasta, Luiz Fernando Delazari, que esteve na cidade para anunciar um novo plano de segurança. O secretário garantiu que ele ou algum assessor estará todas as semanas no município analisando de perto o andamento dos projetos propostos no plano apresentado às autoridades do setor.
Mesmo o plano contemplando várias propostas, a mais esperada pela comunidade, a contratação de pelo menos 300 policiais militares e 100 civis, deve demorar um pouco mais para ser concretizada. Segundo Delazari, um grupo de 1,3 mil pessoas está passando por exames médicos e, no ano que vem, iniciará o treinamento de preparação da Polícia Militar. Esse treinamento será realizado em Londrina. O secretário adiantou que desse total cerca de 400 poderão ser utilizados em rondas ostensivas na cidade. ''Dependemos de uma autorização da Secretaria de Planejamento. Assim que começarem o curso já poderão ir para as ruas'', afirmou.
O secretário acrescentou que, até o próximo mês, serão contratados 36 delegados, 56 investigadores e 40 escrivães. Ele declarou que uma parte será destinada a Londrina. Outra proposta do plano de segurança é reconduzir os investigadores, que vêm atuando como carcereiros no 2º e 4º Distritos Policiais, às suas funções de origem. Para isso, deverão ser contratados agentes penitenciários para substituí-los. Mas, também não existe um prazo para que isso se concretize.
Dentre as principais propostas do plano, estão o Projeto POVO (Policiamento Ostensivo Volante) e o retorno da Patrulha Escolar. Em síntese, os projetos colocarão os policiais nas ruas para um maior contato com a população com o objetivo de melhorar a segurança. De acordo com Delazari, para se chegar a uma definição sobre as necessidades de Londrina, uma equipe do setor de inteligência da Polícia Civil permaneceu dois meses na cidade. ''O maior problema é a atuação do narcotráfico'', ressaltou.
Delazari observou que o problema da segurança não está ligado, apenas, à falta de policiais. Ele entende que existe uma necessidade de investimentos na área científica e de tecnologia. Sobre isso, o secretário afirmou que a Promotoria de Investigações Criminais (PIC), que investigará crimes organizados, contará com um aparelho para interceptar ligações telefônicas. ''Vamos investir na polícia de inteligência'', pontuou.
Sobre o 2º DP, interditado pela Justiça, Delazari esclareceu que não será possível retirar todos os detentos para o início da reforma, até o dia 17, data estipulada pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle. Ele entrará em contato com o juiz pedindo uma prorrogação do prazo.
Ontem à tarde, Delazari visitou a sede da PIC em Londrina e à noite se reuniu com representantes de diversas entidades. Leia amanhã, na Folha, entrevista exclusiva do secretário detalhando o plano de segurança para a cidade.

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