Segurança terá de cortar 40% de gastos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de julho de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
A Secretaria de Segurança terá que reduzir gastos mensais em 40% para se adequar ao ajuste fiscal promovido pelo governo do Estado, desde novembro de 1998. A Secretaria até o momento não estava aderindo ao pacote de cortes. Dos R$ 3,5 milhões por mês, os recursos sofrerão uma redução de 40%, caindo para R$ 2,5 milhões. Deste valor, R$ 1,5 milhão será destinado para a Polícia Civil e R$ 1 milhão para a Polícia Militar. O assunto foi um dos temas discutidos na reunião de ontem, com 21 delegados representantes das divisionais do interior do Estado. Vamos ter que economizar de todas as formas, disse José Tavares, secretário de Segurança.
Os cortes ainda não foram definidos, mas não deverão atingir os setores da alimentação de presos e distribuição de combustível. Um levantamento sobre os gastos de cada subdivisão está sendo feito e apontará os ajustes que precisarão ser feitos na Polícia Civil. Para a alimentação dos presos, será iniciada uma terceirização em Foz do Iguaçu a partir setembro. O Conselho Comunitário de Segurança irá gerenciar a distribuição de alimentos. A experiência poderá ser estendida para todo o Paraná, dependendo dos resultados alcançados.
Para economizar, Tavares pretende repensar a política de locação de automóveis e de imóveis. Atualmente são quatro contratos em vigor para a locação de carros. Um deles está para vencer nos próximos dias e prevê a locação de 122 veículos. Iremos substituir os carros por viaturas que custem a metade do valor. Com isso, teremos o mesmo número de veículos locados, com metade dos gastos para o Estado, exemplificou.
No caso dos imóveis locados, a intenção é procurar imóveis públicos que estejam desocupados. O atual prédio do Departamento da Polícia Civil é alugado e custa R$ 50 mil aos cofres públicos. Se conseguirmos uma sede própria, tudo será mais fácil. Os custos serão menores.
Esta foi a primeira reunião de trabalho do secretário com os delegados divisionais. A partir de agora, a intenção é fazer uma reunião a cada dois meses, em cidades diferentes, para avaliar as dificuldades de cada delegacia e propor mudanças.


