Segurança tem merecido mais atenção de empresas
A Construtora Construblok divulgou nota oficial ontem esclarecendo que está há 20 anos no mercado e se preocupa com a prevenção de acidentes no ambiente de trabalho, participando sempre de campanhas e promovendo palestras e cursos. O comunicado diz que em todo este tempo, a empresa nunca registrou acidentes como este e lembrou que, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de Londrina (Sintracom), a Construblok é a empresa que cumpre o maior número de ítens de segurança nas obras em todo o Norte do Estado.
Denilson Pestana da Costa, presidente do Sintracom, disse que deu esta declaração sobre a construtora, porém no ano de 1998. Trata-se de uma empresa preocupada com as questões relacionadas à segurança. Ela tem participado das atividades do sindicato e oferecido os equipamentos de segurança necessários aos funcionários, mas não tenho condições de fazer esta afirmação hoje, esclareceu.
Costa lembrou que, no início da construção do complexo Twin Towers, há dois anos, a obra foi escolhida pelo sindicato para o lançamento do Mês de Saúde e Segurança no Trabalho na Indústria da Construção. De acordo com o sindicalista, na época foi mostrado um vídeo, realizadas palestras e divulgado balanço dos avanços conseguidos no setor.
Costa afirmou que nos últimos anos diminuiu o número de vítimas em acidentes na construção civil. Entre os anos de 1986 e 1988 houve 98 vítimas fatais no setor, em Londrina. Com as campanhas de conscientização, divulgação de riscos tanto de responsabilidade civil como criminal por não oferecer condições de segurança no trabalho e maior ficalização por parte do Ministério do Trabalho, os empresários estão demonstrando maior preocupação nesta área.
Segundo ele, as maiores construtoras da cidade estão adotando programas de qualidade, onde a segurança no trabalho é uma das questões centrais. Segundo Costa, o último acidente com morte na construção civil em Londrina tinha acontecido há um ano, em um prédio em construção também na zona oeste: o marceneiro Márcio Merik, de 26 anos, trabalhava na parte externa do prédio, sem a devida proteção, e morreu no seu primeiro dia de trabalho. (S.L.)





