Segurança Pública discute crise no IML
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terça-feira, 21 de dezembro de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A espera dos que perderam um familiar em Curitiba e municípios da região metropolitana para remoção do corpo até o Instituto Médico Legal (IML) pode levar mais de 20 horas. A demora se repete também na emissão do atestado de óbito para liberação dos corpos.
Ludovico Moncona é uma das pessoas que enfrentaram dificuldades no IML. Até por volta das 16 horas de ontem, ele aguardava que o corpo de sua irmã, Jussara Indille Moncona, 19 anos, fosse liberado. Ela foi encontrada morta na manhã do último domingo em um matagal do bairro Umbará, em Curitiba. A jovem foi assassinada com quatro tiros.
Segundo fontes não oficiais, a crise no atendimento do órgão, que começou na semana passada, permanecia, até ontem, sem solução. Trinta dos 32 funcionários terceirizados teriam parado de trabalhar na última semana por falta de pagamento. O contrato da empresa de mão-de-obra terceirizada com o governo do Estado venceu em julho. Sem pessoal, apenas uma ambulância fazia o transporte dos cadáveres, ontem.
Representantes das secretarias de Estado da Segurança Pública e da Administração e Previdência reuniram-se na tarde de ontem para buscar alternativas, mas o resultado da conversa não foi divulgado. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Segurança informou, apenas, que está tomando as providências necessárias para resolver a situação do IML o mais rápido possível. A assessoria não confirmou que o problema foi gerado pela interrupção no trabalho dos terceirizados.


