Curitiba - O secretário municipal Itamar dos Santos dá grande importância ao papel da segurança privada. Ele acredita que ''levando em conta que o Estado não consegue cuidar da segurança da população sozinho, quanto melhor as pessoas se autoprotegerem, mais elas contribuem para a inibição da criminalidade''. Isso inclui a colocação de cercas elétricas, a implantação da rede de vizinhos, a contratação de vigias particulares, entre outras ações.
Mesmo sendo a regulação, autorização e fiscalização das empresas de segurança privada competências do Departamento de Polícia Federal (DPF), na opinião do delegado federal Coura, a prefeitura, responsável pela expedição do álvara de funcionamento, pode contribuir para o combate à clandestinidade nesse setor.
''O município pode colaborar na orientação aos diversos segmentos da sociedade a não contratarem os serviços de empresas de segurança privada não autorizadas. A prefeitura não deve autorizar eventos de grande porte, como shows, se a empresa promotora do evento não apresentar, como requisito prévio para a concessão do alvará, o contrato de prestação de serviços celebrado com empresa de segurança privada autorizada pelo DPF'', explica.
Ele reforça que a prefeitura não deve conceder o Alvará de Funcionamento Municipal à empresa que pretenda atuar no segmento de segurança privada, se esta não apresentar uma declaração expedida pelo DPF mostrando que está adotando as providências cabíveis visando à sua regularização. (M.R.M.)

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