Para quem circula a pé pelas ruas das cidades, as lombadas são garantias de que, pelo menos em alguns trechos, a velocidade dos carros diminui, o que aumenta a segurança para quem está do lado de fora. Já para quem está ao volante, as ondulações são um tormento que, além de tudo, podem significar uma paradinha não programada na oficina mais próxima.

A dona de casa Lucimar Maria de Lima passa todo fim de tarde no trecho da Winston Churchill onde, antes da construção da plataforma, os acidentes eram quase diários. Agora, ela se sente mais segura: ''Os carros não passam correndo tanto como antes''. Vizinho há 23 anos do trecho mais perigoso, o borracheiro Luiz Carlos Pinto confirma que os acidentes diminuíram muito, principalmente nos finais de semana.

No trecho urbano da BR-369, em Jataizinho, o atropelamento fatal de Ângela Facio Yamamoto, 39 anos, em 13 de maio deste ano, apressou a construção de plataformas em dois pontos. Uma delas foi instalada em frente à casa da irmã da vítima, Inis Facio Marques. ''Este acidente acabou com nossa família. E o pior é que mesmo com a lombada, alguns motoristas tentam desviar por um lado mais baixo e quase sobem na calçada.'' Mesmo assim, a situação é muito melhor do que a de um mês atrás. Um dos que reivindicaram a colocação das ondulações foi o empresário Itaubi Neto, dono do posto de combustíveis no trecho onde os acidentes eram mais comuns. ''A gente ficou mais tranquilo, mas é bom lembrar que o DER e a concessionária se comprometeram a instalar mais um redutor ou uma lombada eletrônica até agosto'', conclui.

Só quem não aprova as lombadas são os motoristas. Resumindo a opinião de boa parte dos condutores, o taxista José Dias reclama que elas incomodam, e muito: ''Às vezes não tem sinalização e quando a gente vê já está em cima e o tranco acaba danificando o carro'', explica ele, que tem mais de 15 anos de profissão. (L.A.)

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