Saídas de emergência livres, extintores dentro da validade, respeito à capacidade de cada estrutura. Detalhes que fazem a diferença entre um susto e uma tragédia. Boates, ginásios de esportes, supermercados, igrejas e outros locais que abrigam aglomerações de pessoas são prioridade dos órgãos de fiscalização.
Segundo o sargento do Setor de Vistorias do Corpo de Bombeiros, Evaldo Leonardo Sobrinho, pelo menos 20 mil estabelecimentos comerciais de Londrina são obrigados a ter projeto de prevenção de incêndio. ''Antes da prefeitura conceder alvará, nos é solicitada uma vistoria e um projeto'', explica o sargento.
Os principais itens do projeto, cita o sargento, são saídas de emergência em quantidade proporcional ao tamanho do prédio, iluminação de emergência, sinalização, extintores de incêndio e, se for o caso, mangueiras. A vistoria é repetida anualmente, principalmente nos pontos de maior movimento de pessoas.
Projetos podem ser mudados e saídas de emergência fechadas ou obstruídas. É o que se suspeita ter ocorrido em uma das maiores tragédias do Paraguai, em agosto do ano passado, quando 340 pessoas morreram em um incêndio a um hipermercado.
De acordo com o sargento, tragédias como a do Paraguai e recentemente da Argentina, em que 185 pessoas morreram em uma boate no dia 29, despertam maior atenção das pessoas para o perigo. ''Quando acontecem essas coisas as pessoas nos procuram mais para questionar ou até denunciar locais que não estão respeitando as normas'', afirma.
O bombeiro acredita que a preocupação seja positiva. ''Se a pessoa suspeita, pode entrar em contato com o Corpo de Bombeiros que nós faremos a vistoria'', afirma.
Problemas de segurança, entretanto, não são significativos na cidade. Segundo o gerente de fiscalização de alvarás da prefeitura, Nicolsen Barros, em todo o ano passado apenas um estabelecimento chegou a ser interditado por problemas técnicos de prevenção de incêndio. O local, uma casa noturna, se readequou e teve o alvará mantido. ''Temos uma equipe noturna que fiscaliza boates e outras casas de shows para verificar alvarás e o funcionamento. Grandes aglomerações são prioridade.''

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