Segurança nos prédios depende dos moradores
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sexta-feira, 15 de julho de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Em menos de um mês foram registrados em Curitiba três assaltos a prédios, um deles comercial. Para os responsáveis pela Delegacia de Furtos e Roubos, esses casos não servem de alerta para um possível aumento na demanda desse tipo ocorrência. Pelos registros da polícia civil, o último assalto a prédio residencial, de fato, foi o do condomínio de luxo Palais Lac Léman, em julho de 2003, quando uma quadrilha, fortemente armada, rendeu porteiros e seguranças e roubou 19 dos 23 apartamentos, mantendo os moradores como reféns no salão de festas.
O delegado titular da Furtos e Roubos de Curitiba, Rubens Recalcatti, argumentou que os acontecimentos recentes e outro ocorrido no início do ano tinham determinados apartamentos como alvo, por isso, não caracterizam como assalto a prédio. De qualquer forma, o policial admite que é sempre bom reforçar os cuidados com a segurança nos prédios. Ele acredita que os condomínios estão, cada vez mais, atentos a essa questão e investindo em equipamentos e procedimentos para deixar os moradores mais seguros.
O gerente de uma administradora de condomínios, Fábio Luiz Lopes, concorda que a maioria dos prédios residenciais tem essa preocupação, mas lembra que, segundo dados da própria polícia, mais de 80% dos assaltos acontecem por negligência ou falta de cuidado dos condôminos. Por isso, o trabalho de conscientização dos moradores é, constantemente, reforçado.
Outra iniciativa da administradora é a realização de cursos de noções básicas de segurança para porteiros, ministrados por meio do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi).
Para Lopes o tamanho do investimento em segurança depende do caixa do condomínio e do interesse dos condôminos em gastar. A maioria dos prédios que sua empresa administra tem, além de câmeras, monitoramento à distância. O que, segundo ele, vem aumentando é a instalação do sistema pânico, que permite ao porteiro acionar a viligância quando perceber qualquer movimentação estranha.
Os condomínios que têm mais recursos também estão contratando serviço de vigilância 24 horas, com seguranças que ficam dentro dos prédios. ''Mas esse é um custo muito alto para a maioria'', ponderou Lopes. O serviço pode custar de R$ 8 mil a R$ 9 mil mensais.
Em Londrina, o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial que investiga crimes de furtos e roubos, Manoel Pelisson, afirmou que nos últimos meses não foram registrados assaltos em apartamentos. O último caso ocorreu no Edifício Centro Comercial (área central) mas as suspeitas da polícia são de que a empregada que trabalhava para a família proprietária do imóvel esteja envolvida com o crime. Ela já esteve presa temporariamente mas as investigações continuam. Do apartamento foram levados reais e dólares, além de equipamentos eletroeletrônicos.
No início do ano passado, uma quadrilha realizou pelo menos seis furtos em apartamentos de alto padrão na cidade. Os quatro integrantes identificados pela Polícia Civil seriam de São Paulo e além de Londrina agiam em Maringá e em cidades do Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro.


