Coragem para enfrentar os perigos da selva é pré-requisito para os homens do Exército que fazem parte do Pelotão Especial de Fronteira. E não é à toa. Apenas 19,8 mil homens têm o trabalho de proteger o território nacional na Amazônia, que tem 10 mil quilômetros. Os perigos vão muito além dos animais e do ambiente hostil: homens das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) rondam os acampamentos.
  Na floresta, a população se forma no entorno das companhias, em busca de um pouco de conforto. A FOLHA acompanhou durante uma semana a vida na Vila Bittencourt, localidade de 500 habitantes no Amazonas. Lá, encontrou militares de vários pontos do país e seus familiares. Os homens do Exército trabalham felizes por realizar um sonho, mesmo com os poucos recursos. As mulheres e os filhos precisam se adaptar à vida difícil do lugar.
  Sargentos e oficiais moram em casas de alvenaria, cercadas de telas, com ar-condicionado, antena parabólica e internet via satélite. Cabos e soldados se misturam aos outros moradores, residindo em casas mais humildes. O aspecto geral é de uma vida muito simples. Não há absolutamente nada de luxo nem de supérfluo. Boa parte dos moradores civis são índios ou tem ascendência indígena. Alguns desfrutam de TV e de mobiliário. Em outros lares, o mobiliário se resume a redes.
  ‘‘Aqui aprendi o que é solidariedade, aprendi a dar valor às pequenas coisas’’, comenta a brasiliense Maria Helena Gomes, 33, mãe de Victor, 5, e esposa do sargento Giancarlo. A família está de mudança para Fortaleza (CE), onde os aguardam uma nova missão.


É uma região natural da América do Sul, definida pela bacia do rio Amazonas (o mais volumoso do mundo) e coberta em grande parte por floresta tropical - a Floresta Amazônica


Grupo guerrilheiro armado composto por uma milícia civil, pelo Partido Comunista Clandestino Colombiano e pelos grupos de simpatizantes. Dá apoio a ações revolucionárias de guerra


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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