SEGURANÇA NA EDUCAÇÃO - Alvos contantes de criminosos
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segunda-feira, 25 de junho de 2018
Micaela Orikasa e Pedro Marconi<br>Reportagem Local 

A rotina de calcular estragos causados por ações de vândalos faz parte da rotina de outras unidades escolares de Londrina. No CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) Water Okano, na Vila Ziober, região central, desde que Camila Tonon assumiu a direção, há três anos, já foram registrados dez casos de arrombamentos. "Todas as vezes houve prejuízo. Os eletrônicos são sempre alvo. Até hoje estamos sem o micro-ondas que foi levado do lactário. O mais triste foi quando levaram a merenda das crianças", comentou.
Ela disse que a reposição da merenda por parte da Secretaria Municipal de Educação foi rápida, mas que em relação aos equipamentos a responsabilidade fica com a escola. "Os prejuízos para cada arrombamento ou situação da vandalismo nas escolas acabam sendo arcados pelos próprios pais, pois temos que fazer promoções para poder comprar os materiais mais importantes", afirmou.
São os pais de alunos, inclusive, que vêm exercendo papel importante na preservação do ambiente escolar. Segundo Tonon, eles promoveram um abaixo-assinado que foi protocolado junto ao MP (Ministério Público), exigindo mais segurança. "No segundo semestre de 2017 foram instaladas câmeras de vigilância e depois disso não houve mais ocorrência. Foi o que ajudou, pois só em maio daquele ano foram registrados cinco arrombamentos."
Além das câmeras, a direção acredita na sensibilização da comunidade. A diretora explica que ações como semana da família, festa junina e reuniões com pais ajudam a aproximar as famílias e até reforçar a importância e a presença da escola na região. O CMEI atende 170 crianças de zero a quatro anos.
EUGÊNIO BRUGIN
Na Escola Municipal Eugênio Brugin, no conjunto São Lourenço, zona sul, foram quatro furtos somente em 2018. A última ocorrência aconteceu na noite de domingo (24), quando criminosos invadiram o local e levaram as torneiras dos bebedouros utilizadas pelas crianças e do tanque da limpeza. A segunda (25) foi de consertar os estragos. "Fomos na prefeitura e buscamos os objetos para reposição. Como é algo importante, fizemos a instalação ainda durante o dia", destacou o vice-diretor Diego de Souza Pigosso.
Em maio, uma furadeira, uma caixa de ferramentas e cinco litros de cera foram furtados. Na semana anterior o dinheiro que havia sido arrecadado em uma rifa do Dia das Mães, cerca de R$ 1 mil, foi levado em ação criminosa. "Isto atrapalha muito, pois estamos preparados para chegar e fazer o nosso trabalho pedagógico. Porém, somos obrigados a sempre resolver estes problemas de vandalismo", lamentou. Pigosso disse que a escola conta apenas com uma câmera de segurança. "Os casos acontecem durante os fins de semana e a noite. Então só vão conseguir interceptar um furto ou ato de vândalo se houver alteração, como uma luz que acende", exemplificou.
De acordo com o vice-diretor da instituição, que atende cerca de 600 estudantes, foi solicitado ao município a colocação de grades, o que ajudaria a impedir o acesso ao pátio, cozinha e sala da supervisão em horários que a escola não funciona. "Toda vez que temos ocorrência conversamos com os pais para explicar a situação e pedir ajuda caso notem algo de diferente acontecendo. Eles acabam ficando indignados com estes atos de pessoas mal-intencionadas. Quem faz isso não entende que a escola é da comunidade. Os filhos deles vão estudar conosco ainda."


